Mostrando postagens com marcador Amigos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amigos. Mostrar todas as postagens

domingo, 17 de julho de 2011

"Blogagem Coletiva:Minhas Primeiras Leituras"






Gotas de Romance


















Decorreram-se doze setembros de mim...
E a Diva de Alencar revestia de brilho meus olhos,
Que se encantavam com a magnífica mágica
Que é viajar no universo da leitura...

Emília menina, sem atributos de beleza,
Tomada pela doença, é salva das mãos da morte
Por Augusto, que em devir lhe amará e será renegado
Pela linda mulher que a menina se tornou...

Mas é de amor que é feito o Romantismo
Do filho de minha terra...
E os namorados tiveram seus dias de felicidade:
Emília declara toda pureza e singeleza do seu amor...

Neste Romantismo do Alencar
É que se finca meu primeiro deleite
No mundo encantado das leituras
Da literatura que brotou e sem a qual não vivo mais...







Amauri Jr.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Status Solidão








E bolo na cama
Me agarro aos lençóis
Na coxa azul turquesa
Um cheiro de nós

E dedo na lama
Fulgura nós.
De sangue e dor
Pensando em vós!

Ainda meia-luz
Da porta do banheiro
Fechos os olhos
Não estou inteiro

E como estaria?
Se a tua porta
O meu olho molhado
Traz-te luz morta?

Basta em ti pensar
Cine se abre no teto
És mais que mistério
Um doce pesar

De resto me banho
Em vultos descalços
Nem sombras, nem luz
Só outro alabastro









Abraão Vitoriano e Amauri Jr.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A Terceira Guerra Mundial, por Juvimário Andrelino!





E a ambição no mundo aumentou.
Não se pensava mais em valores, amor ou amar.
Tudo girava em torno do querer PODER.
Ai veio umas explosões: -BUM! BUM! BUM! BUM!

Depois virão enormes cogumelos e nunca mais haverá vida como antes.
Tudo se transformará em cinza. As cores do mundo sumirão e as pessoas também.
Só se enxergará sofrimento e fome
Viver aqui é querer morrer

Porque tudo o que era vida foi transformada em morte








Juvimário Andrelino.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

"Blogagem coletiva: Tempos de Criança"








A lembrança da chuva.


          O sono apressa meus passos até a cama, deito-me. Não demora muito e sou tomado pelo sono. E parece que me passa ser verdade tudo aquilo, eu me lembro bem de tudo. A verdade de uma criança. A sua própria forma de imaginar o mundo.
          Nos meus sonhos mais agradáveis estou agora. Lembrança da chuva. De paz e serenidade que ela traz. A sensação de completude que ela renova. Mas no meu sonho eu era... Criança ainda, que saudade, meus sete anos. Corria sossegado, entre as milhões de gotas que compunham uma parte de minha felicidade. E meus amigos comigo me sendo justos, correndo ao meu lado.
          As poças serviam de mar, o barro de areia, ficávamos a construir castelos que logo eram desfeitos pela força da correnteza da água que descia à rua. As pequenas ruas nem pareciam tão pequenas assim, assemelhavam-se mais a Veneza. O pensamento valia mais do que a realidade. Não tínhamos barcos para atravessar nossa singela e pequena Sereníssima. Era preciso imaginar, e como era bom fazer valer a força do pensamento.
          Mas a manhã não mais tardava, vinha depressa, tão quanto o sono veio. E ainda nos meus derradeiros momentos de alegria sobrenatural, me recordo da imagem: eu correndo, vento frio no rosto que fazia o lábio tremer; pele encharcada também trêmula. Corpo molhado, alma feliz. E o aconchego do leite morno debaixo do lençol quente que me cobria.







Texto em homenagem ao dois anos do Blog de nosso amigo Abraão Vitoriano!







Amauri Jr.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Transformar.






















Mundo: fome, peste, ingratidão.
É isso que o Senhor nos quis destinar?
Somos destinados a fatigar?
Ninguém busca alguma solução!

Tanto poder, mais querem alcançar;
Imagino-nos igual um vulcão
Findar-nos-emos em erupção.
Ouviremos criança prantear.

Deus deu livre arbítrio, pensar!
Os homens construíram mundo cão,
Sua imagem ascederam ao altar!

Todos, tudo, pensam interpretar,
Levando o ser humano a extinção.
Correto mesmo seria transformar.



A Juvimário, companheiro que se reconstrói diuturnamente para não ser engolido pelo sistema capitalista: um jovem da transformação.


                                                       Amauri Morais.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Soneto do Sono Eterno.


Sono perverso da humanidade;
Em pleno dia reluz a escuridão.
Sua foice branca, todos provarão;
Sono que desata com crueldade.

Existe, consiste bem, liberdade!
Se não, logo superpopulação.
Não entendo tamanho pavor em vão;
Depois da dor não há fragilidade.

Herói e covarde, todos mansidão!
Sono que edifica igualdade;
Ao cessar dos olhos, escuridão.

Desabotoa a flor, tudo raridade.
Aos que cogitam absolvição,
Nem pensem que virá eternidade.


A Alison, meu amgio, criador da Teoria Mininiana! rsrs


                                                                                     

                                                                                                                                      Amauri Morais.

Entorpecente.


Palavras, ditas;
Palavras, escritas;
Palavras, estimulação;
Palavras, sensação.

Sentido dormente;
Coração sangrando;
Aberto e carente;
Todo entorpecente.



                                                                                     A Abrãao Sousa, meu amigo!




Amauri Jr.