domingo, 11 de setembro de 2011

Morte que nutre Vida!























Sou agora nutrição
De uma vida que desnuda beleza,
Que nasceu para deslumbrar.
Enquanto eu, não passo mais de adubo
Alimentando as cores delas
Que embelezam minha morada.
Vermelhas e amarelas
São as minhas preferidas
E as visitas ao lerem
Meu Epitáfio sabem o porquê...
Viver aqui é descobrir
O significado de paciência!










Amauri Morais. 

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A Palavra!



























No sentido amplo do som,
Entendido e sentido de mim mesmo,
Tendo medo do silêncio...
Que é morte, que é nada...
Consigo respirar brandamente
Enquanto falo, depois que calo
Sufoco, falta-me o ar...
É como se não existisse.
Enquanto sinto, vivo, existo.
Mas se calo deixo de ser
Vegeto no jardim de mim...
Portanto, falo para poder viver!












Amauri Morais.

sábado, 6 de agosto de 2011

Amar é obsessão?




















Um segundo longe de teus braços
É uma tortura para meu coração
Que definha por não ter teus olhos
Perto dos meus, tua boca na minha.

O amor toca o meu íntimo como nunca,
Ou será que é a obsessão pela pessoa amada?
Quando a vontade de amar atropela os limites
Da individualidade da vida, já é obsessão.

Cada um tem a sua vida.
Não podemos anular a nossa para viver para
E por outra pessoa.
Pois nos atrapalhamos e atrapalhamo-la.

E viver em igualdade com o amante
Nada mais é do que se anular enquanto ser vivente,
Enquanto homem e mulher que ama:
Palavras são palavras e só!










Amauri Jr.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Sem Razões do Amor!









Bagaço,
Casca amarga,
Sumo sem mel...
Eis o que se torna
Uma laranja quando reduzida
A duas metades...











Amauri Jr.

domingo, 17 de julho de 2011

"Blogagem Coletiva:Minhas Primeiras Leituras"






Gotas de Romance


















Decorreram-se doze setembros de mim...
E a Diva de Alencar revestia de brilho meus olhos,
Que se encantavam com a magnífica mágica
Que é viajar no universo da leitura...

Emília menina, sem atributos de beleza,
Tomada pela doença, é salva das mãos da morte
Por Augusto, que em devir lhe amará e será renegado
Pela linda mulher que a menina se tornou...

Mas é de amor que é feito o Romantismo
Do filho de minha terra...
E os namorados tiveram seus dias de felicidade:
Emília declara toda pureza e singeleza do seu amor...

Neste Romantismo do Alencar
É que se finca meu primeiro deleite
No mundo encantado das leituras
Da literatura que brotou e sem a qual não vivo mais...







Amauri Jr.

sábado, 16 de julho de 2011

Quando se ama...




















Eu amei sem medo, desprezo
Tornei-me o amor metamorfoseado em homem...
Isolei-me do manto negro das coisas mundanas
Para ter no amor o cobertor que aquece o frio...

Eu fiz minha a vontade alheia,
Deitei meus olhos somente a uma pessoa...
Cansei de ver meus ciúmes por deboche e loucura.
Amei demais, sofri demais, gostei demais...

E percebi que amor não se cobra,
Não se exige não se pede.
Não se fere não te ferem.
Simplesmente se ama, e só, e tudo...

Amar é dividir alegrias, vontades, sonhos...
Jamais será um ou dois, nem dois em um...
É um vendo na felicidade do outro
O seu próprio modo de ser feliz...










Amauri Jr.

domingo, 5 de junho de 2011

Sozinho Enquanto Eu...























Você acaba com meus planos, meus pensamentos,
Acaba por acabar meus sentimentos...











Amauri Jr.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Nascendo um Amor...























Que as palavras versifiquem meus sentimentos,
Que a nossa vontade nos tome,
Bebamo-la brindando o desejo,
Ter nas pontas dos dedos e nos lábios o sabor do querer,
Que dure o suficiente para ser eterno.










Amauri Jr.

sábado, 21 de maio de 2011

Vontades...





















Eu queria minha língua
Nu teu corpo.
A sensação de ser um enquanto dois,
O beijo abusado, o carinho atrevido.
Correr já não basta, eu quero galopar.










Amauri Jr.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Destino?






Erram entre os esgotos sujos e barracos de pau
Os reis que tem a arte na ponta dos pés.
São privados, porém, até do carinho...
Crescem respirando o ar contaminado
Com o cheiro de pneu queimado.
Os olhos observam a morte, raspando a dois centímetros
Da cabeça e do peito...
Tomam banho nos rios poluídos,
Andam por entre emaranhados de armas
De diversos calibres...
Limpando, na camisa, o sangue, que suam,
Para poder mastigar o alimento em decomposição.
Enxergam, vendendo balas nos faróis,
Meninos como eles, em carros do ano.
Sonham, enfim, com a felicidade
Longe do seu lugar e perto do seu lar.  








Amauri Morais.