Mostrando postagens com marcador Ser?. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ser?. Mostrar todas as postagens

domingo, 11 de setembro de 2011

Morte que nutre Vida!























Sou agora nutrição
De uma vida que desnuda beleza,
Que nasceu para deslumbrar.
Enquanto eu, não passo mais de adubo
Alimentando as cores delas
Que embelezam minha morada.
Vermelhas e amarelas
São as minhas preferidas
E as visitas ao lerem
Meu Epitáfio sabem o porquê...
Viver aqui é descobrir
O significado de paciência!










Amauri Morais. 

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A Palavra!



























No sentido amplo do som,
Entendido e sentido de mim mesmo,
Tendo medo do silêncio...
Que é morte, que é nada...
Consigo respirar brandamente
Enquanto falo, depois que calo
Sufoco, falta-me o ar...
É como se não existisse.
Enquanto sinto, vivo, existo.
Mas se calo deixo de ser
Vegeto no jardim de mim...
Portanto, falo para poder viver!












Amauri Morais.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Da vida, dos sonhos!









Sonhar é viver,
Viver é ilusão...
E é por isso que eu vivo
Iludido
Comigo mesmo...









Morais Oliveira...

terça-feira, 26 de abril de 2011

Modernidade.




















Eu cansei de inventar de inventar
O meu mundo.
Além do mais, há décadas, eu parei...
Ou será que foi a máquina...?










Morais Oliveira...

domingo, 24 de abril de 2011

Páscoa.


























No Pretório iniciou-se a caminhada:
Nas costas, Ele carrega o peso dos pecados do mundo;
Nas chagas sagradas
A carne e o sangue, que são vida;
No coração o Amor incondicional.

A dor de ser Rei com a Suma coroa de espinhos...
Insultos do povo, pelo qual deu a Vida...
O Amor de mãe que não se faz morrer...
A fé no cumprimento das escrituras...
És Semente milagrosa do Perdão Divino...

No Calvário: as pancadas que atam pulsos e pés.
Braços abertos, olhos eclipsados, peito aberto,
Perdão a quem lhe tirou a vida, medo de está sozinho.
Três dias depois...
Ressurreição da carne e do sangue, que são vida...










Morais Oliveira.

A vós correndo vou, braços sagrados
























 A vós correndo vou, braços sagrados,
 Nessa cruz sacrossanta descobertos,
 Que, para receber-me, estais abertos,
 E, por não castigar-me, estais cravados.

 A vós, divinos olhos, eclipsados
 De tanto sangue e lágrimas abertos,
 Pois, para perdoar-me, estais despertos,
 E, por não condenar-me, estais fechados.

 A vós, pregados pés, por não deixar-me,
 A vós, sangue vertido, para ungir-me,
 A vós, cabeça baixa p‘ra chamar-me.

 A vós, lado patente, quero unir-me,
 A vós, cravos preciosos, quero atar-me,
 Para ficar unido, atado e firme.










Gregório de Matos.

sábado, 9 de abril de 2011

Sonhar sentindo.






















Êxtases, sonhos, noites:
Treva inválida, esperança dissonante, torpor doentio.
Sorte descarada a nossa de sentir:
Simplesmente não sentimos; ou não tardamos a sentir.
Eu penso a noite em meu humor melancólico,
Mas vivo os sonhos doentes de ontem,
E os que vou sonhar adiante.   









Morais Oliveira.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Ser Errante!









Por que há de ser Deus,
Quem irá punir minhas vontades insaciáveis?
Será que eu, Ovelha Desgarrada, serei condenado
Às chamas ardentes, pelo Cordeiro do Senhor
Por ser eu, simplesmente um humano?
Se os meus os erros são de mim mesmo,
As virtudes sagradas são de Ti mesmo;
Tu Tens em tua essência o dom do perdão,
E eu tenho em meu sangue a humildade de me redimir.
Que farei, Deus meu,
Para descansar no repouso da luz
De tuas asas douradas?
Se tanto tenho feito para este intento
E quanto mais faço,
Mais percebo minha condição de errante. 










Morais Oliveira.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O Jardim da Vida.




















Há quem diga que a vida é um árduo e perverso caminho.
Cheio de obstáculos vis, pedras desonestas, ladeiras torturantes;
E ainda somos obrigados a carregar um penoso fardo.
Creio eu, em meus devaneios loucos, que seja um pouco diferente.
Uma melhor metáfora pode ser aplicada nesta tentativa de conceituação:
A Vida é um imenso jardim; coberto de luz e treva.
Um lindo jardim, repleto das mais belas flores, rosas, árvores, ervas...
Fragmentos de vida escondem, por detrás de sua beleza, riscos homicidas.
As flores podem provocar alergia, com os seus doces e fantásticos perfumes;
As rosas podem ferir a mais ágil mão, com seus espinhos;
As árvores podem derrubar o mais sagaz, com seus galhos podres;
E as ervas podem tirar a vida, com os seus venenos traiçoeiros.
Até mesmo na beleza incontestável reside o perigo...
E se não existissem os riscos, o tédio seria o dono ações viventes.











Morais Oliveira.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Romance

























Este romance que escrevo
A cada dia, a cada página irreverente
Suga-me a hora, a cada tinir da pena,
Minha dor e minha sabedoria inocente.

A minha inexperiência se vê nos capítulos,
Trôpegos e selvagens, iguais os meus sentimentos.
Nas linhas, tantos sonhos e fracassos desolados
Nos fatos e nos acontecimentos.

Cretinos personagens dão infâmia
A minha existência e a minha obra.
Sem sucesso, inerte, com drama, sem fama,
E o escuro da próxima esquina que dobra.

A vida se espalha pelas páginas
Enquanto meu sangue e minha juventude
Vão ressequindo dentro do meu corpo
Que em breve vai ser apenas plenitude.









Morais Oliveira.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Medieval




















Quando o céu desaba
Sob o tinir da lâmina de espadas
E o zunir de flechas no ar:
Que vibram também no peito guerreiro;
E o rufo dos tambores anuncia
A batalha sangrenta,
É quando o fio da fé sustenta as pernas
E as mãos banem o perigo
Ou encontra paz no campo de guerra.









Morais Oliveira.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Começo e Fim.





















Eu não tenho mais fases para cumprir:
Minha infância se foi;
A puberdade, eu se esqueci dela;
Minha adolescência nem vale a pena ser lembrada;
A fase adulta, nem sequer tive.
A minha maturidade apodreceu de tanto usada.
E imagino, tristemente que de toda forma,
Nascendo velho, morrendo célula, antes de embrião,
Nascendo novo, morrendo velho ancião:
- Fim de vida é o que nos espera.
Começo de outra. Será que podemos sonhar?









Morais Oliveira.

domingo, 14 de novembro de 2010

Particularidades
























Que sei eu deste emaranhado de poeira cósmica?
Ou, deste círculo vicioso de água e sal?
Ou ainda, desta minúscula partícula de matéria
Que povoa a Terra?

O homem foi, é e será...
Todas as invenções já conhecidas.
E também dono dos inúmeros segredos
Ainda não revelados.

Mesmo com seu infinito, o universo,
Tem suas particularidades à vista;
O mundo é um livro aberto ao pé
Dos valores hoje vigentes.

O homem é o mistério a ser desvendado;
A pétala que falta a rosa para beatificá-la;
O céu hediondo, vermelho, que há de suar sangue;
E a vida que fervilha em seu sangue onipotente.










Morais Oliveira.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Passos





















Neste caminho de flor e espinho:
A luz dos teus passos sombrios;
Devagar é o teu caminhar.
Enquanto eu fico cá, tentando
Divagar meu sonhar.









Morais Oliveira.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Dois dias depois...





















Daqui de dentro eu não ouço nada;
Aqui dentro tudo é quente, tudo.
Enquanto lá fora os passos, os risos
Estremecem as almas viventes,
Eu fico cá, inerte.
E a única companhia são os vermes
Que aos poucos decompõe minha carne fresca, ainda.

Dois dias se faz da minha morte.
O mundo prossegue, sem se dá por mim:
Os que, ontem, choravam,
Hoje caminham levianamente.
Aos que ainda me teem um suspiro,
Pois mais fraco que o seja,
Minha guarda eu dou. E o que meu penar os libertem.









Morais Oliveira.

sábado, 18 de setembro de 2010

Ser Imundo!

























São os teus berros amaldiçoados
Que me inclinam aos vultos negros
Que assombra a mente da criança indefesa.

São teus golpes de sangue pisado
Que arruínam o meu coração machucado
Que transpassastes com a faca traiçoeira.

São tuas feridas fétidas e imundas
Que apodrecem também minha existência
Desatinando meu ser.

São as carniças de teus dentes cariados
Que me enoja até o último fio de cabelo,
Que polui o ar puro.

São as remelas de teus olhos inchados
Que expulsam os bons e honestos
Que iriam permanecer ao meu lado.










Morais Oliveira.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Versos ao Mar




















O vento soprava vorazmente;
O barulho soava como canções celestiais;
E quando meus olhos saudosos avistaram o mar:
A memória inconsciente,
Os sentidos, sem sentido,
O mar revolto, não tanto como meu coração.
Rompeu-se da alma o desejo atroz
O vento soprava cada vez mais forte.
As ondas se agitavam veloz e ferozmente.
O peito aturdido de angustia
E a pergunta que azucrina a mente
Desvairado feito louco:
Quem é ela?








Amauri Jr.

domingo, 22 de agosto de 2010

Bálsamo






Nada adianta
Pedistes clemência
Há esta ausência
De alma magoada...








Morais Oliveira.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Tédio.
























Agora, que me importa mais a paz?
A monotonia de uma vida
Sem aventuras
Apavora-me.
Longas tardes, debruçado em frente ao espelho
Olhando o meu reflexo:
Tédio!
Prefiro sofrer as desventuras dos amores...
Que me arrancam a falsidade!







Morais Oliveira.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Torpe.









Sentido
Insano.
Dormindo
O profano;
Rasgando
O pano.









Morais Oliveira!