domingo, 22 de agosto de 2010

Bálsamo






Nada adianta
Pedistes clemência
Há esta ausência
De alma magoada...








Morais Oliveira.

sábado, 21 de agosto de 2010

Aos Vales Sombrios.



Após a leitura de O Sofrimento do Jovem Werther!





Ainda padece o meu coração
Por ti.
Ainda...
Meu ultimo sopro de vida
Gastarei com o pensamento
Em ti.
Ainda...
Ainda? Melhor falar a verdade
Agora já não basta mentir:
Sempre!
Uma bala; um tiro; liberdade,
Sem mais dor;
Adeus: Mãe, amigos, queridos.
Suas lágrimas me servirão de alimento
No Túmulo...
Já basta. Se não a coragem se esvai.
E tudo,
Não por ti,
Mas por mim:
Meu peito não suporta mais
Tanta angústia...










Amauri Jr.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Tédio.
























Agora, que me importa mais a paz?
A monotonia de uma vida
Sem aventuras
Apavora-me.
Longas tardes, debruçado em frente ao espelho
Olhando o meu reflexo:
Tédio!
Prefiro sofrer as desventuras dos amores...
Que me arrancam a falsidade!







Morais Oliveira.

O Pássaro!






Sempre fui rocha.
Esperando ansioso o teu delicado pouso,
Para purificar-me com teu toque e,
Lúgubre ficar, com teu vôo.


Vento eu sou agora.
Esperando alcançar tuas asas
Para de novo sentir teu toque,
Quando chegar a ti,
Não mais deixarei que partas!








Amauri Jr.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Em Silêncio...






















Por que ousas em fatigar minh’alma?
Desviando o olhar para outrem!
Morro de ciúmes! E calo em meu espírito.
Sofro comigo. E não ouço mais:
Eu te amo!
Ainda hoje chorei, mais uma vez só;
Sempre o pranto é o meu canto.
Solitário!
E mesmo por fim, quero o teu querer;
Já não insisto em te esquecer.
















Amauri Jr.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Torpe.









Sentido
Insano.
Dormindo
O profano;
Rasgando
O pano.









Morais Oliveira!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Depois da tempestade.






















Já é passado
O tempo tempestuoso;
Dentro em pouco
Abrirá nossos primeiros
Antigos...
Novos...
Raios de sol!









Amauri Jr.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Não dura a eternidade...




















Poderia te dar o mundo, e mais mil coisas.
Mas estas coisas têm vidas passageiras,
Passam mais rápido do que nossas próprias vidas.
Devido a efemeridade destas coisas vãs
Achei por melhor não destiná-las a ti.
Pois mesmo que elas durem certo tempo,
Possam está por aí, vivas, quando tu já estarás inerte.
Matéria: eis o que somos, e o que posso te dá.
E ela não perpassa a eternidade.
Nem ao menos chega a um ínfimo instante de sempre.
Então tomei outras resoluções.
Resolvi te dá algo que carregues para sempre.
Mesmo que te vá cedo de nossa peleja infame.
Dar-te-ei meu amor, não o esqueça.
Peço-te, mais: suplico-te.
E não Será de maneira furtiva como dantes;
Será de vera, límpido, que todos possam vê-lo.
Não me julgue pelo meu estado lôbrego,
Penso melhor assim.








Amauri Jr.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Reencontro.









         Antes que minha lágrima venha a cair teu dedo acalenta-a; fazendo-se seu companheiro mais íntimo. E os dois namoram antes dela morrer nos nossos lábios. O seu sabor salgado nem chega a ser sentido no calor do nosso beijo.








Amauri Jr.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Dose ausente.









Quando velastes meu sono pela ultima vez
Irrompeu-se em minha alma o desejo
De fugir.
Todavia, tua palavra persuasiva
Seguraste-me pelo braço.
Foram teus olhos castanhos
Que me arrastaram para fora de minha caverna solitária.
Aliás, o castanho claro dos teus olhos...
Entorpece minha consciência até hoje...
Enquanto ao teu lado haver vida
Estarei contigo.
Segredando o valor dos sentidos...
Não derrame uma lágrima,
Já basta a minha que teu dedo apara.
Sinto-me feliz:
Tenho alguém que pensa em mim...








Morais Oliveira.